Toborino

Internet Móvel

Há muito tempo a internet móvel é uma possibilidade. Quase realidade, mas até hoje ainda uma promessa não cumprida.

Em 1999 já fazíamos experiências com páginas WAP com listas de endereços, ramais e etc. Nenhum projeto foi em frente, pois ninguém acreditava que alguém usasse o celular (pagando sabesse lá quanto) para isso. Os anos passaram e hoje muita gente passa o tempo todo com o celular na mão lendo e respondendo e-mail (e Twitter, Facebbok e …). Mais uma vez é a mensageria (e-mail e mensagens instantâneas) o motivador da mudança de hábitos.

Mas ainda assim a tecnologia só está acelerando o processo, ainda é correio e mensagens. Algo que podíamos fazer por cartas e telefonemas. Não há novidade no hábito. Mas esse novo hábito torna a internet móvel viável. Os usuários já entendem (e pagam) por planos de dados. Não há mais o medo de usar o celular para outras funções, e até mesmo as baterias permitem que utilizemos o celular como o dispositivo multimídia cotidiano.

Por outro os sites internet não estão preparados para a internet móvel. Afinal mobilidade não quer dizer miniaturização. A realidade é outra. E não é só a tela pequena, que em si não é um impedimento, nem mesmo a dificuldade de manejo das teclas do celular, que impedem a difusão do uso da internet em dispositivos móveis.

O grande problema é a falta de conteúdo apropriado no modelo internet.

Aplicações

iPhones, BlackBerries e outros Smartphones dispõem de uma grande variedade de aplicações que utilizam a internet para troca de dados e que fazem muito sucesso com os usuários. São interfaces simples, intuitivas e de grande utilidade. Mas em geral são aplicações dedicadas. Por exemplo: Aplicativo de previsão do tempo Yahoo (disponível para diversos modelos de celular). Para cada uso uma aplicação. Uma solução brilhante em termos de negócios, mas não tão atraente para os usuários. Estas aplicações, em geral, são exclusivas de determinados modelos, não há interoperabilidade (não é possível rodar uma app do iPhone em um BlackBerry). Imagine-se então quando você troca de aparelho? Copiar a agenda de endereços pode ser uma tortura e dirá fazer back-up, copiar aplicativos e etc.

Na era da nuvem computacional o mais óbvio seria a convergência dos aplicativos para serviços online (o que muitas dessas aplicações já fazem como por exemplo apps Facebook, Twitter, Flickr). E aí surge novo empecilho… o navegador web dos celulares. Exceção feita ao Safari, pré-instalado no iPhone, a maioria dos browsers são toscos e pouco interativos. É preciso ler as instruções para acessar a internet em alguns modelos. É por isso que apesar de o iPhone deter parcela mínima do mercado de celulares (2%) é o responsável por mais de 60% do tráfego de internet móvel.

Aplicações online como GMail, Yahho Mail, Hotmail, entre outras, permitem que os usuários utilizem seus emails e contatos através do meio que desejarem. Seja através do celular, do computador de casa, do trabalho ou mesmo de uma Lan House. O que esses sites ensinam é que para cada meio há uma interface adequada, com mais ou menos recursos apropriados para o uso que precisamos.

Categoria: Tecnologia

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